25 fevereiro 2012

infinitos

Foi quando compreendi
Que nada me dariam do infinito que pedi,
- Que ergui mais alto o meu grito
E pedi mais infinito!
José Régio

moi même


Esta semana (re) descobri que resignação em francês se diz démission. E foi, sem mais nem porquê, a meio de um dos meus eloquentes discursos sobre a humanidade e a necessidade de reconhecermos a nossa própria estupidez. Curiosamente, enquanto procuro tornar a minha tolice, coisa humana e, no meu particular caso, efeminada, surge-me a ideia que esse exercício de loucura é nomeado dessa forma. Por quem não consegue. Ou não pode.

Hoje procurei saber que em espanhol demissão se diz despido. Largar os trajes, ficando nu, desamparar o ofício de alguém que estava inteirado de uma missão. Mas esses trapos em que esses entes se envolvem não passam de escudos da moralidade, enganos da pulcritude, enjoos das intempéries. Falo da lide de demitir a pele, a inerente pele, que cheira, que tem cor e temperatura.

Como é possível viver de cordas apertadas às roupas que caem todos os dias no chão? 


Ana

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