25 março 2012

quedas


Entre os devaneios da disparidade com que se galardoa
Desponta a cegueira da presunção adquirida
Por robustez da borrasca de estimação
Insuperável resguardo que fabrica
Sem as frinchas almejadas por desatar ou enclaustrar.

Assim não circula ar.


Climas de intimidade caucionados num pélago
Gravados em cima de laudas agastadas
De tanto esforço para calçar descensionalmente
Em que o enxergo invulgar fica cativo
Completando novelos afunilados dos contornos.

Assim cai-se entaipado.

Nesse instante da percepção envenenada
Transfigura-se uma peleja declarada
Mais embustes entrançados em espumas espessadas
De um abismo breu que não contempla
Mas que amarra.

Assim planeou.


Ana Luísa Monteiro

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