25 abril 2012

do dia da liberdade



o blogue é meu. escrevo o que quero. graças ao 25 de abril de 1974. não estava em lado nenhum. eu nem existia. mas o valor já lá estava. 

tenho orgulho da ausência de tiros. e no vermelho dos cravos.
tenho orgulho das guitarras de Zeca Afonso. 
tenho orgulho na coragem de alguns que libertaram os outros.

tenho arrepios com a música do Paulo de Carvalho. 

gosto da liberdade como gosto de água. muito.

hoje muita coisa se disse. até vi quem citasse Adolf Hitler. vi também um enaltecimento a Abel Salazar. 
não compreendo como se sente ainda que a estupidez humana, que aparece sim, só pode ser cosida à força e na anulação dos motivos dos outros. ou de todos. de nós. 

é o certo e o errado, que podem ser empecilho.
é a linha invisível entre o eu e o tu.
é o calcar sem ver.

mas isso tudo é viver.

se não soubermos, ensinemo-nos uns aos outros. a ser melhores. mais humanos. mais reais. mais bonitos. mais inteiros de consistência.
se passarmos das marcas, mostremos uns aos outros as linhas que estavam apagadas.
hoje é da dia da liberdade. e para mim, que escrevo por que aqueles homens levantaram armas enfeitadas de cravos, a liberdade é água e ar. é paz de espírito. é a felicidade.

e sim, é difícil!


Ana

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