10 abril 2012

serei | a



“I must be a mermaid, (…). I have no fear of depths and a great fear of shallow living.”
Anaïs Nin

Pois é. 

Talvez por que agora sim, está a chover e a água refresca mergulhos maiores. Acompanha, também, a incauta certeza, apenas redita na perceção, de estar regada de pingos salgados, que não saem da pele.

É esta ideia, de não sair, de não vir à tona do mar, escapando ainda assim. As sereias escapam-se ainda assim – sem pernas, nadando no fundo de mares revoltos.

No imaginário, será sempre um lugar calmo. Mas será mesmo?

Ajusto as antenas, nesta folia que é andar à procura do tempo. O imaginário jamais se diz nas palavras. É um sítio sem contorno, que mesmo quem o imagina, não pode senão ter um delicado reflexo. 

Ana

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