28 junho 2012

de quê?

Numa ausência inesperada
Feita de impossíveis toques
Mais afagos alinhados
Do que pudera conter nos passos.

Não é a chuva passada
Muito menos a curva redonda
Sem ponteiros a agarrar
Nada há que se possa ter.

Mas já o mote infinito
Escrito nos olhos inocentes
Votados num espaço largo
Onde se mira o nada feito.

Reter manias idealistas
Num aspirar a voz tão perto
Edifício com cinco pontas
Que prende a luz presente.

Com mais pedras debaixo
Das pernas
Dos pés
Tenho saudade imensa.

De quê?
Não sei.

Nunca vi.


Sem comentários:

Enviar um comentário