09 agosto 2012

conceptualização de aspectos (in)comuns


Autoridade, coragem e agressão (conceitos). Temáticas indissociáveis, sem margem de dúvida (merdas aos pedaços na cabeça das pessoas). Relembro Coimbra de Matos (psicanalista) sobre a ansiedade (sinónimos a serem devidamente aferidos no dicionário), dirigindo-a no sentido do Otto Rank (psicanalista), do próprio Freud (pai da psicanálise e primeiro médico a sintetizar a cocaína), do Alfred Adler (psicanalista) e, logicamente do dicionário (já anteriormente referenciado). 


Falar da neurose (maluquices que maior parte das pessoas tem) só por falar (bla bla bla), não adianta de nada na sua resolução (o fim). Há um impedimento (muros) primário, que deriva da incerteza da partilha (eu e tu, que somos dois, mas vamos de mão dada). Assim, num movimento intrínseco, sem grande magia (aquilo que fazem as fadas, i.e.), a ansiedade remete para dentro, o auto-mergulho (fundo, afundo) que diverte (LOL) e distrai da possibilidade da perda do objecto (que não se prende com materialismos, muito menos com sapatos de salto alto), dentro da fantasia (mesmo assim). 

O que se faz por evitamento (silêncio) da dor pode cimentar a mesma pelo desejo (quero-te) intenso e, de forma poetizada (“Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer”), ardente que é definição (prateleiras de coisas arrumadas) dessa mesma angústia.



A vida (a morte) psíquica não se coaduna sem (homofonia de cem) esta ansiedade, a Angst, que percorre (corre-corre) os meandros da vida interna daquele a quem vou chamar (escreva o seu nome aqui ______________) de próprio (ego), transcendendo sentidos (cinco e mais alguns) e percorrendo os caminhos (santiago, fátima, finisterra, com ou sem deus) da culpa (âncora). Por culpa do próprio, ansioso, atira-se o medo (do bicho papão) para cima (alto!) da mesa. Todos o podem observar (ensaio sobre a cegueira), escapando do escopo (sss’s) íntimo dos psis (suposta raça de gente louca). Mas anula-se (1 - 1 = 0), inutilizando ares (de quem repara), a ânsia inflamada (ardente) de quem escreve as odes, cantos, pinta telas.

Antes (primeiro) de ir já tinha ido lá alguém (um). Os artistas (os que sentem) na sua sensibilidade (lindo) imensa que tanto se angustiam por ninguém (todos) os perceberem, aplainados na Arte (infinito). Há uma mescla (mistura às e das cores) no Mundo, que se disfarça (carnaval) de coisas ditas a correrem de olhos fechados (quedas).

Epifania (eureka). 


Lu M.

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