12 agosto 2012

no hiding proud

ela dava. talvez de forma diferente, incomum. mas ela dava.

passava em muitos sítios. ia por muitos caminhos, fazer coisas. ser ela. percorria o tempo, preenchendo diálogos que lhe servem de muito. 

enchia o peito de ar. ela tinha uma sensação de impotência, inexpugnável dos seus braços - ainda longos e magros.

mas ela ia. e imaginava, inocente, que ele estava ali com ela. pintava o quadro assim. ele sempre ali com ela em cada 
viela.
praça.
música.
mergulho.
suspiro.
enrolar o cabelo atrás da orelha.
copo de água fresca.
...

em tudo. apesar de tudo.

ela gostava dele. e gostava assim de
peito aberto,
peito apertado,
peito relaxado,
peito sorridente,
peito com gargalhadas,
peito angustiado,
peito latejante,
...

ela fazia coisas mal feitas. mas tinha pena que todas as que fez bem, mesmo sem saber, estivessem no baú dele, onde, imaginava ela, ele se tinha fechado também. 

ela esperava, inquieta e contundida.
mas ela esperava que
tudo ficasse bem
se resolvesse 
fosse ouvida nos seus discursos fervorosos
...
por ele.



Lu

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