30 setembro 2012

dentro da super-supernova


Era uma garrafa onde cabia muito mais que estados liquefeitos, de cores mediamente diáfanas, afiguradas e espessadas em sabores decorosamente dulcificados, a parecer bem. Era mais do que a garrafa e os seus portes fluidos, lúbricos e licorosos.


Não seria apenas pelo gargalo que lhe tocam por dentro. Muito antes alguém terá tido a dedicação suficiente e de precisão cirúrgica, que levou a tamanha perfeição de estado de coisa doce, invariável e exemplar.

Mas pois que restava aquela imagem, incólume, de rectidão, da mais suave perfeição.

Porém, ali fechada, qual coisa de diamante já talhado, não resta senão permanecer na quietude escondida da deflagração do vórtice caótico, naquela atalaia de inquietude atípica e excessiva, que dá luz.

Sem conluios que se vejam, impedindo um termo certo. Só infinitos desmaios e golpes de raiz. Cair de pé. 

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