12 maio 2013

vês!?

na caixa cheia havia um barulho que não parava de bater.

sempre certo. lentificado. sempre troando.

barulhos à parte, não havia nada se não uma caixa por arrumar, cheia de tudo, sem poiso ou lugar.

a vastidão que lhe ia dentro afinal não lhe servia de nada. incómodo barulho que chama por duas mãos para a arrumar. ninguém chega. ninguém lhe liga.

ninguém...

não que quaisquer braços e olhos lhe servissem.

a caixa era só uma caixa, cheia de tudo. nada lhe podia faltar.

servia-lhe só o silêncio de fundo e o tom-tom-tom-tom nascido pelo meio dessas tantas coisas que tinha. essas que pareciam tudo.




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