02 julho 2013

depois, já sabem.

Há pessoas peritas em criar lapsos descomunais, quando fisicamente se encontram a 3 ou 4 metros. Talvez até menos, ou talvez até mais. Essas pessoas desafiam as leis da física, do espaço e da temperatura. Aqui o tempo interessa mais. Em escassos segundos essas pessoas conseguem deferir pensamentos e sentidos, como se o isolamento fosse a única saída, passível de tornar o contorno delas numa borracha pouco maleável.


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É… Parece que algo vai mal com elas. E vai. As dúvidas ininterruptas, o olhar descrente e baço, um bailado de dói-aqui-já-há-tanto-tempo, uma chuva de hidrofobia liquidada, um exagero emocional. Mas que é delas. E daí não passa. Não que resulte em traumas. Resulta em escolhas. É a gasta máxima do há uma linha que separa…, disfarçada, armada em ténue, mas que de fina nada tem. Nem de laivos esperteza. Pois há uma autenticidade, um cunho de inocência que se recusam a perder, por pior que tenham visto.

 E, se calhar, já viram. Já viveram tudo aquilo que não sabiam.

E depois já sabem.

E depois não querem.                                                                Assim, nunca mais. Nunca mais.


O inferno está dentro de cada um de nós e vale a pena guardá-lo. Só para se saber. Melhor.

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