20 abril 2018

Este não é o primeiro dia de praia do ano


Estar na praia em abril, no Porto, não é muito incomum. Estar na praia em janeiro, no Rio de Janeiro, é o expectável. Se lá estiveres, claro. Chegares a Portugal com bronze na pele, em janeiro, por teres estado numa praia no Brasil, pode acontecer. No entanto, dá nervos, o tal do bronze, às pessoas que não o puderam fazer. 

Há tantas outras coisas que dão nervos às pessoas. Depende de muitos fatores. Mas depende mais de ti. Há muitas coisas que me davam nervos e que, agora, já não dão. Talvez tenha mudado a perspectiva depois de ter passado tanto tempo de cabeça para baixo. Ser mãe ajudou também nesse voltear as coisas que dão nervos. Agora, dão-me muitos mais nervos ter a casa arrumada por não ter o meu filho em casa. Antes, dava-me nervos incríveis quando a casa ficava, por algum motivo, desarrumada. 

Será então a tal perspectiva. Ou a forma como escolhes as cores com que pintares a cabeça. Ou o coração. Se te der nervos o amarelo, olha para o amarelo até que entendas por quê! Quiçá um dia o amarelo seja uma daquelas coisas que te apraz muito, que te deixa feliz, que te enche o peito e te rasga largos sorrisos. Mas, se assim não for, deixa lá o amarelo. Nem penses mais nele. Pois ele nada te vai alimentar, a não ser que sejas alguém sempre com nervos, alguém dominado por um estado de quem está com nervos incríveis só por não largar uma coisa que lhe deixa os cabelos em pé e, pior, as atitudes todas fora de controlo. 

A mim, as coisas já não me dão nervos. Só as pessoas de quem gosto. E é isso. E o futebol. De resto, tenho a palete de cores todas aqui à mão de semear. 




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