14 abril 2018

Estóicos e hedonistas ou oitava guerra mundial

Já há muito tempo sinto que a vida não é um conjunto de salas, onde tomamos chás de diferentes sabores, uns com os outros, uns e outros, ou desta vez uns e depois outros.

Há sempre um fio de prata que nos une. 

Parece-me estar imune já a definições absolutas. No entanto, enquanto essas salas se sobrepõe umas às outras, eu própria fico incrédula ante o facto de como as coisas me caem no regaço. Talvez seja só caso de perceber que me torno, cada vez mais, dona e senhora de uma coisa só - a responsabilidade que tenho naquilo que sinto. Seleciono o que sacudir ou acariciar, na justa medida do que me cai bem. Se para muitos não é o melhor, para mim será, naquela determinada conjuntura hipotética. 

E nisso, no pensar o campo de hipóteses que se apresentam, hoje todas me parecem possíveis, exequíveis, plausíveis. Não preciso fechar os olhos com muita força. Um pouco chega para desenhar aquela que mais gostava, desejando em golfadas de ar para dentro, assim com quem vai engolir o mundo de uma vez. Mas isso, é só nos sonhos que tenho, retalhados em poucas e escassas horas e que são martelados por maratonas de afazeres. 

E aí não há guerra mundial contra o tempo, o cinzento desvanece para uma brancura fresca. Não há renúncias, nem há viver intensamente. Mas isso, é só nos sonhos. Os que tenho nas horas vagas das merdas que vejo passar-me defronte dos olhos. 




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